Empresários nova-limenses usam a criatividade para enfrentar a crise


Fonte: Viver Comunicação 0
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O conturbado cenário econômico e político tem sido uma das maiores fontes de preocupação dos brasileiros. Sobretudo para os municípios que estão sentindo ainda mais de perto os reflexos dessa delicada situação que se agrava com o aumento do desemprego, inadimplência do poder público, etc, e que acabam afetando todos os setores da economia.

 Em Nova Lima, por exemplo, para uma população estimada em 89.900 mil pessoas (IBGE), 54.102 mil são classificadas como ocupadas. Entretanto, os números revelam um crescimento na redução de postos de trabalho.

Segundo o SINE/UAT (Sistema Nacional de Emprego) – Nova Lima, inaugurado em junho de 2014, de junho a dezembro de 2014, 1.669 mil seguros desempregos foram requeridos no município. De janeiro a setembro de 2015, o número de benefícios solicitados junto ao órgão cresceu para 5.186 mil.

Os números assustam, mas, o fato é que a crise está aí, e, para sobreviver aos tempos difíceis, a ordem do dia é usar e abusar da criatividade. A empresária Vanessa Ferreira trabalha com planejamento anual e, independentemente da crise, a programação é feita mês a mês. Porém, admite buscar alternativas para atrair o cliente e, consequentemente, aumentar as vendas. “Faço eventos e workshops voltados para o meu público, como cursos de automaquiagem para as mulheres, consultoria de imagens, promoções direcionadas e, em alguns meses, até antecipadas. E também procuro diversificar minha linha de produtos, além de trabalhar com moda praia e plus size e vestuário masculino”, explica a proprietária da loja Cantinho da Vá, localizada no centro da cidade.

Outra estratégia, somadas às promoções, é optar por uma localização privilegiada. “Muitos clientes reclamavam do acesso à loja, que ‘era fora de mão e muito longe’ e perdíamos muitas vendas. Com isso, mudamos para a Rua Bias Fortes – uma das mais movimentadas da cidade, para atender aos clientes e também para atrair outros públicos. Mudamos há dois meses e os resultados têm sido muito positivos”, explica uma das sócias da Essencial Modas e Acessórios, Stella Regina de Pádua.

Já o empresário e artesão Adair Lucas Ferreira, além de um ponto mais central, também se viu na necessidade expandir os seus negócios. Dono de uma empresa de comunicação visual, a Adair Arte Visual, ele conta que suas atividades eram voltadas para órgãos públicos, como a prefeitura da cidade e do entorno. “Minha demanda com as prefeituras é muito grande, mas devido à crise aumentou bastante a inadimplência por parte deles. Por isso, resolvi criar uma filial em um ponto com melhor localização, a intenção é divulgar o meu trabalho e expandir a minha linha de atuação”, afirma. 

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